sábado, 27 de maio de 2017


O Brasil de Claudia Cruz e Ticiana e o Brasil das marias. Por Nathalí Macedo

 


Cláudia Cruz

Vivi cinco anos em uma faculdade privada de Direito. Cinco anos de leis bonitas – nossa Constituição, Santo Deus, é um poema –, professores garantistas e alunos que continuavam repetindo, como cupins de estaca com titica na cabeça, que “bandido bom é bandido morto.”
Cinco anos de uma tenra, mas crescente desesperança no meu país (nota: o meu país são as pessoas que o constroem).
A desesperança, ressalte-se, cresce um pouco a cada manchete.
Cresceu bastante hoje, quando li que Claudia Cruz, a esposa de Eduardo Cunha (não vamos esquecer do #SomosTodosEduardoCunha), foi absolvida por Sérgio Moro no processo da Lava Jato em que figurava como ré pelos crimes de lavagem de dinheiro e de evasão fraudulenta de divisas. Não há prova suficiente, argumentou Moro, de que ela teria agido com dolo (vontade de praticar o crime, em juridiquês). 
Claudia, a esta altura, está tão bem (ou quase) quanto Marcelinha, a princesa do Palácio do Jaburu, e Ticiana Vilas Boas, esposa do ricaço Joesley, que descansa do escândalo em um apartamento de mais de trinta milhões em Nova York, porque sofrer em território nacional é coisa de pobre. Coisa de Marias. 
No mesmo Brasil da absolvição de Claudia Cruz, bastaram os depoimentos dos policiais para a manutenção da prisão de Rafael Braga, aquele manifestante preso em 2013 com uma garrafa de Pinho Sol na mochila.
Nesse mesmo Brasil, o Superior Tribunal de Justiça negou liberdade a Maria, uma mãe de quatro crianças condenada a três anos, dois meses e três dias por furtar ovos de Páscoa e um quilo de peito de frango. 
E não adianta espernear: Brasil é lugar onde filho chora e mãe não vê (especialmente se a mãe tiver sofrido um golpe machista, risos).
Temos, aliás, dois Brasis: O Brasil de Claudia Cruz, Ticiana e Marcelinha – que é o Brasil da plutocracia –  e o Brasil de Maria, que, queiramos ou não, é o nosso Brasil.
O Brasil de Claudia Cruz é para poucas. Very Important Personal.
Por isso insisto, e insistirei ainda enquanto tiver fôlego, que sororidade sem recortes é história pra boi dormir. Claudia Cruz não sofre as mesmas opressões de Maria, tampouco eu, branca, escritora e mestranda, as sofro.
Perdoem o marxismo barato aparente, mas recorte de classe é necessário, e mais do que necessário, é urgente. 
São poucas as Marcelinhas e são muitas as Marias. Maria, que não tem um sobrenome aqui e em lugar nenhum, é apenas mais uma Maria. Somos Marias, todas nós, que usamos transporte público, que lidamos com assédios nas ruas, que lutamos dia após dia para sermos tratadas como gente enquanto Cláudias, Ticianas e Marcelinhas desfrutam da vida de sonhos que só a plutocracia proporciona.
Eu não quero viver em um país de Marias.
Eu quero viver em um país de todas.

quinta-feira, 25 de maio de 2017

A Índia pode já ter superado a China como o país mais populoso do mundo



A Índia pode já ter superado a China como o país mais populoso do mundo. Entretanto, estas conclusões provocam dúvidas entre os demógrafos.


O acadêmico da Universidade de Wisconsin-Madison (EUA), Yi Fuxian, disse na segunda-feira (22) em uma conferência em Pequim que está convencido de que, nos últimos 26 anos, os órgãos de estatística chineses têm sobrestimado a população em cerca de 90 milhões, nomeadamente através do aumento artificial das taxas de fertilidade.

Em uma entrevista para o jornal britânico The Guardian, o acadêmico comentou que o número real da população da China é de cerca de 1,29 bilhões de pessoas, "mas o governo anuncia que são 1,38 bilhões". Enquanto isso, a população da Índia é atualmente estimada em cerca de 1,32 bilhões de pessoas, o que, de acordo com Fuxian, a torna o país mais populoso do mundo. 

O cientista também afirmou que suas descobertas mostraram que Pequim, que em 2015 abandonou sua famosa política de filho único para permitir que seus cidadãos tivessem dois filhos, deve remover imediatamente essas medidas de controle para suavizar o impacto da crise de envelhecimento.

Do site Sputnik Brasil 


Biografia de Cheikh Anta Diop restaurador da consciência histórica dos negros


Cheikh Anta Diop (29 de dezembro, 1923-7 fevereiro de 1986) foi um historiador, um antropólogo, um físico nuclear e político senegalês Pan-africanista que estudou as origens da raça humana e da cultura Africano. Foi considerado o hstoriador Africano contemporâneo mais proeminente, e um notável cientista. Em 7 de fevereiro de 1986 Diop, que foi apelidado como um faraó moderno de estudos africanos, ele morreu em sua cama em Dakar.

Cheikh Anta Diop nasceu em 1923, em uma pequena aldeia no Senegal, Caytou. África estava sob o domínio colonial europeu que assumiu a partir do comércio de escravos no Atlântico no início do século XVI. A violência que a África é o sujeito, não era exclusivamente militar, política e natureza económica. Teóricos (Voltaire, Hume, Hegel, Gobineau, Levy Bruhl, etc.) e instituições europeias foram usadas para legitimar um decretada inferioridade intelectual moral e filosófico do fim preto. Anhistórica visão da África atemporal, cujo povo, os negros nunca foram responsáveis ​​por definição, fato único da civilização, é imposta na literatura e está enraizada na consciência. Egito é assim arbitrariamente ligado ao Oriente e no mundo Mediterrâneo geográfica, antropológica, cultural.
É num contexto particularmente hostil e obscurantista Cheikh Anta Diop entra em questão, através de uma pesquisa científica metódica, as próprias bases da cultura ocidental sobre a gênese da humanidade e da civilização. da África do renascimento, que é a restauração da consciência histórica, aparece como uma tarefa essencial a que dedicou a sua vida.
Assim, concentrada, de sua escola em Dakar e Saint Louis do Senegal, para desenvolver uma formação multidisciplinar em ciências humanas e ciências exatas, alimentada por leituras numerosas e variadas. Adquire um domínio notável da cultura europeia, mas profundamente enraizado na sua própria cultura. Seu conhecimento perfeito de wolof, a língua mãe, irá revelar-se uma das principais chaves que abrirão as portas da civilização faraônica. Além disso, o ensino corânico familiariza-lo com o mundo árabe-muçulmano.
A partir do conhecimento acumulado e semelhante de culturas árabes muçulmanos africanos e europeus, Cheikh Anta Diop desenvolvido contribuições importantes em vários campos mostrados abaixo.
 Trabalho  de Cheikh Anta Diop
reconstrução científica do passado da África e da restauração da consciência histórica.
Os principais temas desenvolvidos por Cheikh Anta Diop
Os temas no trabalho de Cheikh Anta Diop podem ser agrupados em seis grandes categorias:
  1. A origem do homem e suas migrações. Entre os temas: a antiguidade do homem na África, o processo de diferenciação biológica da humanidade, o processo de semitizacion, a aparência dos berberes na história, identificando os principais fluxos migratórios e a formação de grupos étnicos Africano .
  2. Parentesco Egito Antigo / África negra. Ele é estudado de acordo com os seguintes aspectos: o povoamento do vale do Nilo, a génese da civilização egípcia-Nubian, o parentesco linguístico, parentesco cultural, estruturas sócio-políticas, etc.
  3. A pesquisa sobre a evolução das sociedades africanas. Formação e Organização dos Estados Africanos após o declínio do Egito, para a caracterização das estruturas políticas e sociais africanos antes do período colonial e respectiva evolução.
  4. A contribuição da África para a civilização. Esta contribuição é restaurada em muitas áreas: metalurgia, escrita, ciências (matemática, astronomia, medicina, ...) arte e arquitetura, literatura, filosofia, religiões reveladas (Judaísmo, Cristianismo, Islamismo), etc.
  5. Econômico, industrial, científico, desenvolvimento cultural institucional técnico da África. Todas as principais questões levantadas pelo desenvolvimento de África moderna: controlam os sistemas educacionais, cívicas e políticas com a introdução e utilização das línguas nacionais em todos os níveis da vida pública; equipe do continente energia, o desenvolvimento de investigação fundamental, a representação das mulheres nas instituições políticas, de segurança, a construção de um Estado federal democrático, etc.
  6. Construção de uma civilização global. A humanidade deve romper com o racismo, genocídio e várias formas de escravidão. O objetivo é o triunfo da civilização sobre a barbárie. Cheikh Anta Diop requer o advento da era que verá todas as nações do mundo se as mãos "para construir a civilização planetária em vez de afundar na barbárie" (Civilização ou Barbárie, 1981).
Hoje de Cheikh Anta Diop
Como desenvolver uma verdadeira estratégia para o desenvolvimento Africano em educação, saúde, defesa, energia, investigação, indústria, política, desporto, cultura, etc.? Quais são as condições para o progresso da consciência humana eo surgimento de uma civilização global que foi finalmente quebrado com a barbárie?
Além do conhecimento do passado real da África e da humanidade em geral, Cheikh Anta Diop aloca quatro objetibvos para seus empregos:
  1. Restauração da consciência histórica na África ,
Ou seja, a consciência de ter uma história. A restauração dessa consciência histórica implica que Egiptologia é desenvolvido na África negra e a civilização Nubian-egípcio é revisitado em todas as áreas pelos próprios africanos:
  1. Restauração da continuidade histórica
Ou seja, restaurar no espaço e no tempo de evolução das sociedades e Estados africanos, especialmente da pré-história ao século XVI, período mais incompreendido.
  1. Construção de uma civilização global.
Cheikh Anta Diop procura contribuir "[...] o progresso geral da humanidade e o surgimento de uma era de consenso universal [...] e" Todos nós aspirar ao triunfo da idéia de humanidade na mente e consciência, para que o história particular desta ou daquela maneira corrida para qualquer homem em particular.
O acesso a esse futuro desejado requer, portanto, romper com o racismo. Quebrar a "mentira cultural" que tem sido negar a humanidade dos negros, para negar a história da África. Esta "mentira cultural" ainda está em negação de adesão Egito faraônico para o mundo em preto-Africano e minimizar o papel civilizador do Egito nos tempos antigos. Ela é necessária para superar os obstáculos ao desenvolvimento Africano, ameaçar a sua segurança e pôr em perigo a sua sobrevivência.
  1. O Renascimento Africano.
Neste contexto, o encaminhamento para um Estado federal se torna uma emergência continental devido a uma entidade geopolítica seria capaz de garantir, a estrutura e otimizar o desenvolvimento do continente Africano: "Você tem que virar definitivamente a África negra no lado de sua objectivo federal [...] governo federal apenas uma continental ou sub-continental oferece espaço político e econômico, seguro, estável o suficiente para uma fórmula racional para o desenvolvimento econômico de nossos países com diferentes potenciais podem ser aplicadas. "
5 Controle de Energia
A definição de uma doutrina de energia Africano e industrialização real: "Ele está propondo um plano de desenvolvimento de energia continental que leva em conta tanto as fontes de energia renováveis ​​e não renováveis ​​como ecologia e progresso técnico nas próximas décadas. África negra deve encontrar uma fórmula energética pluralismo harmoniosamente combinando as seguintes fontes de energia:
1. Hidrelétrica (barragens)
2. A energia solar,
3. A energia geotérmica,
4. A energia nuclear,
5. Hidrocarbonetos (óleo)
6. energia termonuclear, que Hidrogénio vector de energia é adicionado.

quarta-feira, 24 de maio de 2017

“Só lamento que tenha sido em Manchester

 e não na Bahia”



Internautas denunciaram, na manhã desta terça-feira (23), o perfil de uma mulher, que informa em seu perfil viver em Curitiba (PR), após ela fazer um comentário racista e xenófobo a respeito dos baianos. Em um comentário que causou revolta de muitos usuários, ela diz que o ataque terrorista que matou 22 pessoas e feriu mais 100 em Manchester deveria ter ocorrido na Bahia.


“Só lamento que tenha sido em Manchester e não na Bahia. Seria lindo ver aquele gente nojenta e escurinha da Bahia explodindo. Kkkkkkkkkkkk”, escreveu a mulher. Revoltados, os internautas passaram a compartilharam prints do comentário e da página do Facebook.
“A racista [nome] lamenta q um ataque com bomba ñ tenha acontecido na Bahia. Mande um recado pra ela no facebook. Cadeia pra ela!”, escreveu uma internauta no Twitter.
“Triste é constatar que grande número dos ofendidos por [nome] agem como ela nas redes sociais. Um lixo de cidadã!”, respondeu outro. “Alô @policiafederal, dona [nome] se enquadra no artigo 20 da lei 7.716/1989. preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”, marcou outro indignado.
O CORREIO tentou entrar em contato com a mulher para verificar a autenticidade das mensagens, mas até a publicação do texto não obteve resposta. Segundo outros internautas, após a repercussão negativa do comentário, o perfil foi bloqueado pela mulher.

terça-feira, 23 de maio de 2017

                                       O  Reino de Punt

Punt ou Reino de Punt era o nome que os antigos egípcios davam a uma região da África Oriental cuja localização não foi até ao momento identificada. De acordo com as várias hipóteses, pode ter correspondido ao que é hoje a Somália, a parte da Etiópia, ao sul da Núbia.

Comércio

Desta terra os Egípcios obtinham vários produtos, como o marfim, o ouro, a mirra, o ébano, as plumas, os animais exóticos e os perfumes.
O Punt foi visitado pelos egípcios desde as épocas mais recuadas da sua história. Um baixo-relevo da época da IV dinastia retrata um natural de Punt na companhia de um filho de Khufu (Quéops). Na época da V dinastia conhece-se uma expedição do rei Sahuré à região.
Contudo, a expedição mais conhecida foi ordenada pela rainha Hatchepsut (Império Novo), no nono ano do seu reinado, encontrando-se representada em baixos-relevos do templo de Deir el-Bahari. Liderada por Nehesi, a expedição era composta por cinco barcos. Os habitantes do Punt são apresentados vivendo em cabanas às quais se acedia através de uma escada, possivelmente para evitar os ataques de animais selvagens. O rei do Punt, Pa-Rahu, aparece representado com uma barba pontiaguda, e a sua esposa, Iti, como formas estranhas, possivelmente resultado de obesidade ou de uma doença conhecida como elefantíase.[1] Depois de carregarem os barcos com os bens da terra, retornaram ao Egipto onde foram acolhidos pela rainha em Tebas. As árvores de incenso trazidas foram plantadas pela rainha no seu templo.

terça-feira, 2 de maio de 2017

PSDB QUER OFICIALIZAR ESCRAVIDÃO NO CAMPO


247 – O deputado Nilson Leitão (PSDB-MT), presidente da bancada ruralista, quer oficializar a escravidão para os trabalhadores do campo no Brasil. Esta notícia não é um exagero.
Depois da aprovação da Reforma Trabalhista do governo Temer, o objetivo agora é mudar as leis específicas para o trabalhador rural, com 192 itens que substituirão a legislação vigente. 
A proposta do tucano quer adotar o mesmo "espírito" do projeto aprovado na Câmara na semana passada que acabou com a CLT: não tratar o trabalhador como um "coitadinho" e restringir o poder da Justiça do Trabalho e do Ministério Público do Trabalho.
O projeto de lei de autoria do parlamentar tucano permite que as empresas não paguem seus funcionários apenas com salário, mas também mediante "remuneração de qualquer espécie", como oferta de moradia e alimentação, como na época das senzalas.
O texto aumenta ainda a jornada diária de trabalho para até 12 horas, por "motivos de força maior", permite a substituição do repouso semanal dos funcionários por um período contínuo, com até 18 dias seguidos, e autoriza a venda integral das férias dos empregados.
As alterações na legislação do trabalhador rural ficaram de fora do parecer do deputado Rogério Marinho (PSDB-RN), votado na semana passada, por um acordo da bancada ruralista com o governo.