terça-feira, 17 de outubro de 2017
segunda-feira, 16 de outubro de 2017
Americana se apaixona por rapaz na balada
e descobre que ele é príncipe
Ariana Austin e o príncipe Yoel se casaram em setembro
12 anos após se conhecerem na pista de dança
de uma casa noturna dos EUAjá!

Ariana Austin viveu uma história de amor semelhante aos contos de fadas da Disney. A americana saiu com as amigas para uma boate na cidade de Washington (EUA) e lá conheceu o homem de sua vida, Joel Makonnen. Ele não era encantado como na ficção, mas, de fato, era um príncipe.
O rapaz também estava acompanhado de amigos quando se cruzaram na pista de dança. Foi ele quem tomou a iniciativa.
"Eu disse: 'Olá, meninas. Vocês parecem com as modelos do comercial da Bombay Sapphire [marca de bebidas]'", contou Makonnen ao "New York Times" sobre a noitada de 2005. A química entre os dois foi instantânea. "Não demorou nem cinco minutos para eu falar: 'você vai ser minha namorada'". E ele estava certo. Embora ainda não soubessem, iriam viver um romance que culminaria em um casamento real.
Makonnenser não revelou ser príncipe na noite em que a conheceu, pois preferiu impressioná-la com seus conhecimentos sobre história. "Ele falou sobre temas pesados apesar de ser jovem. Mencionou a revolução [pela qual a Etiópia passou}. O assunto era denso para um rapaz de 23 anos", lembrou Austin.
Makonnenser não revelou ser príncipe na noite em que a conheceu, pois preferiu impressioná-la com seus conhecimentos sobre história. "Ele falou sobre temas pesados apesar de ser jovem. Mencionou a revolução [pela qual a Etiópia passou}. O assunto era denso para um rapaz de 23 anos", lembrou Austin.

Sua verdadeira origem somente foi revelada quando começaram a namorar. Chamado de príncipe Yoel, ele nasceu em Roma e foi criado na Suíça durante o período em que seus pais, o príncipe David Makonnen e a princesa Adey Imru Makonnen, viviam no exílio. Sua família foi expulsa da Etiópia em 1974 após uma guerra civil eclodir no país e colocar fim ao reinado de seu avô.
PROBLEMAS DO DIA A DIA
Makonnen e Austin se sentiam felizes com o relacionamento e estavam muito apaixonados. Mas eram pessoas ambiciosas que desejavam construir uma carreira. Queriam estudar e se desenvolver. Foi por este motivo que o príncipe tomou a decisão de se formar na American University, em 2006, e fazer seis meses de estágio na França. Neste mesmo período, a americana ingressou em um mestrado em artes na Universidade de Harvard. E, em função da agenda dos dois, decidiram dar um tempo no romance.
Makonnen e Austin se sentiam felizes com o relacionamento e estavam muito apaixonados. Mas eram pessoas ambiciosas que desejavam construir uma carreira. Queriam estudar e se desenvolver. Foi por este motivo que o príncipe tomou a decisão de se formar na American University, em 2006, e fazer seis meses de estágio na França. Neste mesmo período, a americana ingressou em um mestrado em artes na Universidade de Harvard. E, em função da agenda dos dois, decidiram dar um tempo no romance.

Porém, descobriram que não iriam conseguir ficar longe um do outro para sempre. No Dia dos Namorados, em 2014, o príncipe bateu na porta da casa da americana com um anel de diamantes e balões para pedi-la em casamento. "Ela pensou que alguém estava arrombando a porta [de tão forte que bati]", contou. "Ele batia com tanta força que não abri. Mas retornou logo depois e, aí sim, eu o atendi", lembrou Austin.
Finalmente, quase 12 anos após se conhecerem na balada, os dois decidiram ficar juntos para sempre. O casamento foi realizado em setembro deste ano com toda a pompa que uma cerimônia real merece. "Acho que sabíamos que este seria nosso destino", disse a noiva. "Mas havia coisas que eu precisava fazer antes disso", finalizou.
Finalmente, quase 12 anos após se conhecerem na balada, os dois decidiram ficar juntos para sempre. O casamento foi realizado em setembro deste ano com toda a pompa que uma cerimônia real merece. "Acho que sabíamos que este seria nosso destino", disse a noiva. "Mas havia coisas que eu precisava fazer antes disso", finalizou.
terça-feira, 10 de outubro de 2017
sábado, 23 de setembro de 2017
segunda-feira, 4 de setembro de 2017
sábado, 26 de agosto de 2017
sexta-feira, 25 de agosto de 2017
quinta-feira, 24 de agosto de 2017
A VERDADEIRA FACE DAS FIGURAS IMPORTANTES DE NOSSA HISTÓRIA
Uma imagem mostra a verdadeira face, literalmente, de figuras importantes da nossa história e como, ao longo dos anos, foram omitidas de nossos livros, informações de pessoas negras que fizeram parte da construção dela.
Crianças passaram (e até hoje passam) toda a idade escolar sem saber que muitas figuras importantes eram negras, porque além de não haverem referências a respeito, suas imagens também eram refletidas de forma a omitir isso.
Por isso, neste blog vamos falar de figuras importantes da história mundial que eram negras e nem todos sabem/sabiam. Assim, podemos reforçar a identidade de jovens negros e resgatar sua autoestima e fé em seu próprio potencial na busca por um futuro melhor. Acreditamos que isso possa, de fato, fazer com que mais e mais jovens, negros ou não, sintam-se estimulados e inspirados à deixarem de lado seus medos e rancores, para seguirem em frente e abraçarem e criarem oportunidades para serem o que mais almejarem, desde advogados a presidentes!
REI KAMEHAMEHA I: UM GUERREIRO QUE CONQUISTOU ILHA POR ILHA
Engraçado que, ao ouvir Kamehameha, muitos de nós (inclusive eu), lembramos de um seriado japonês, o Dragon Ball. Afinal, esse é o grito de guerra do protagonista.
O arquipélago polinésio, que hoje é território anexado aos Estados Unidos, já foi um país soberano.

Um fato que pode ter sido deliberadamente ocultado de livros de história, é que o Havaí tinha nativos negros, cujas raízes são ancestrais africanos, à exemplo da dinastia Kamehameha.
O rei Kamehameha I, conhecido como “O Grande”, era um guerreiro e conquistou ilha a ilha, até unificar o arquipélago como um reino, hoje chamado Havaí e, após tomada, a dinastia Kamehameha ficou no poder por cinco gerações.

Em comitiva real, o rei Kamehameha II visitou o Brasil em 1824, passando pelo Rio de Janeiro e sendo recebido com pompas e festas.
Com a morte de Kamehameha V, o Reino do Havaí (1795-1893) entrou em crise, sendo anexada aos EUA.
Hoje, Kamehameha, o Grande, é inspiração para triatletas, devido ao seu vigor e superação física, associados à inteligência emocional e estratégica, em busca de suas conquistas.
Em sua homenagem, a estátua de Kamehameha, O Grande:

quarta-feira, 23 de agosto de 2017
segunda-feira, 21 de agosto de 2017
domingo, 20 de agosto de 2017
domingo, 13 de agosto de 2017
quarta-feira, 2 de agosto de 2017
sábado, 29 de julho de 2017
domingo, 2 de julho de 2017
Guerreira negra itaparicana é um dos nomes mais citados pelos moradores da cidade como heroína da Independência
por Clarissa Pacheco no Correio 24h
Não faz muito tempo que moradores de Itaparica recorreram a uma atitude, no mínimo, audaciosa: incluir o nome de Maria Felipa de Oliveira, considerada por muitos deles como a principal heroína da batalha local, numa lápide que já levava o nome de outros heróis. A homenagem foi instalada na parede da Capela da Piedade, em 1923.
“Nós tivemos a ousadia, tomamos a liberdade e contratamos um calígrafo que fez uma letra rigorosamente igual à que está lá e acrescentou o nome de Maria Felipa entre os nossos heróis”, confessa, aos risos, o pesquisador Augusto Albuquerque, morador de Itaparica.
É que a mulher negra, corpulenta e estabanada – descrição do historiador Ubaldo Osório – passou muito tempo esquecida, mas é especial para os itaparicanos. Não se sabe quando ela nasceu, mas seria natural do povoado de Ponta das Baleias e morrido em 1873.

“A professora Eny Kleyde Vasconcelos localizou a figura histórica de Maria Felipa de Oliveira. O que não está documentado são os feitos atribuídos a ela”, afirma o historiador Milton Moura, que defende que a memória seja considerada.
São justamente os feitos que fazem de Maria Felipa uma das heroínas do povo. Ela teria comandado um grupo de cerca de 40 mulheres para, primeiro, seduzir os portugueses e, depois, atear fogo às embarcações deles. A ela também é atribuída uma famosa surra de cansanção nos soldados portugueses.
O feito teria ocorrido na Praia do Convento, cuja localização exata não é conhecida, mas acredita-se que seja próximo ao local onde funcionou, até a década de 1940, a casa de veraneio do Instituto Feminino da Bahia. A suposição é de Augusto Albuquerque, levando-se em conta que, de frente para a praia, fica uma propriedade que havia sido adquirida junto a padres jesuítas.
“Há 14 anos, ainda existiam seis palmeiras imperiais aqui na frente, hoje restaram duas. Eu acredito que a praia do Convento seja aqui porque palmeiras imperiais não eram colocadas em centros de poder, propriedades religiosas, e aqui não havia nenhum outro convento. Creio que essa seja a referência”, diz, apontando para um verdadeiro paraíso na ilha.
Também não há certeza sobre os traços físicos de Maria Felipa. A imagem pintada em paredes e estampada em livros é da perita técnica Filomena Modesto Orge, do Instituto de Criminalística Afrânio Peixoto, ligado ao Departamento de Polícia Técnica da Bahia (DPT).
“O retrato de Maria Felipa de Oliveira foi construído com subsídios históricos, literários e da tradição oral, para dar a esta personagem um rosto, e que assim possa ser identificada e lembrada como a Heroína Negra da Independência da Bahia”, escreveu a perita, em artigo de 2005. Ela aponta, por exemplo, que uma mulher capaz de dar uma surra em um homem deveria ser forte, alta.
Há pelo menos duas associações dedicadas à memória dela: uma em Salvador e outra em Itaparica.
segunda-feira, 12 de junho de 2017
Morre herói da independência da Namíbia e companheiro de prisão de Mandela
Da EFE
Companheiros de resistência e organizações da sociedade civil rendem homenagens neste domingo, na Namíbia e na África do Sul, ao emblemático ativista namíbio Herman Andimba Toivo Ya Toivo, um dos pais da independência de seu país e companheiro de prisão de Nelson Mandela. As informações são da Agência EFE.
Toivo Ya Toivo morreu na sexta-feira em seu país aos 93 anos de idade, deixando para trás uma vida de comprometimento político que o levou a passar 16 anos na cadeia e que, por fim, lhe rendeu cargos de ministro no governo da Namíbia.
Organizações como a Fundação Ahmed Kathrada - que leva o nome de outro ícone da resistência ao apartheid na África do Sul que morreu este ano - se juntaram às homenagens e às condolências.
Toivo Ya Toivo foi um dos fundadores da Swapo (Organização do Povo do Sudoeste da África), o movimento de guerrilha que combatia a dominação colonial da África do Sul na Namíbia (chamada então de África do Sudoeste) e que governa o país desde a sua independência em 1990.
O histórico líder foi um dos 36 namíbios detidos em 1966 pelo governo segregacionista sul-africano e encarcerados na ilha-prisão de Robben Island, onde Nelson Mandela passou 18 anos.
Toivo Ya Toivo - que participou de greves de fome na prisão e passou nove meses em regime de isolamento por agredir um guarda - foi libertado em 1984 e continuou o seu trabalho político ao assumir o cargo de secretário-geral da Swapo e vários ministérios após a independência da Namíbia.
O Congresso Nacional Africano (CNA) - partido de governo na África do Sul e aliado da Swapo durante a luta contra o apartheid - lembra Toivo Ya Toivo como "um lutador pela liberdade" e um "pan-africanista e internacionalista progressista" que também defendeu a causa dos trabalhadores.
Uma das ações que o herói da história da Namíbia fez na clandestinidade foi enviar à Organização das Nações Unidas (ONU) depoimentos gravados de trabalhadores sul-africanos do setor da mineração sobre as duras condições de vida nos jazigos do país, uma ação que lhe rendeu represálias por parte do regime sul-africano.
domingo, 11 de junho de 2017
sexta-feira, 9 de junho de 2017
Negritude no Brasil
Basta olharmos ao redor para ver quem são os menos favorecidos, ou os que se submetem a subempregos
20/11/2012 - 05h00 | Victor Almeida Filho
Assumir-se negro/a no Brasil é uma das condições mais complicadas para exercer a plena cidadania. E quem assume a sua negritude deverá também assumir os riscos que isso acarreta.
O leitor poderá até contestar esta minha argumentação, dizendo que as oportunidades hoje são iguais para todos, mas se for adiante e se debruçar de forma responsável sobre os dados de desigualdades e discriminação no Brasil, perceberá que a realidade da população negra é ainda hoje perversa. Basta olharmos ao redor para ver quem são os menos favorecidos, ou os que se submetem a subempregos.
A libertação da escravatura em 1888, não trouxe o ressarcimento de anos a fio de exploração. Deu aos Negros a liberdade, mas não lhes conferiu uma indenização digna por parte da sociedade. Muitos setores da elite brasileira continuaram com o preconceito. Prova disso, foi a preferência pela mão-de-obra europeia, que aumentou muito no Brasil após a Abolição. A maioria dos negros encontrou grandes dificuldades para conseguir colocação no mercado.
Os negros são grande maioria de nossa população; entretanto, eles não têm ainda a maioria das oportunidades. Se observarmos os bancos das faculdades perceberemos o reduzido número de negros. Na Igreja isso não é diferente, são poucos os que assumem a radicalidade do sacerdócio, num passado não muito distante, para ser padre na Igreja católica era preciso “ter boa aparência” e até hoje precisam conviver com o preconceito e a discriminação em relação às religiões de matriz africana.
Estudo do Ipea intitulado “Retrato das Desigualdades de gênero e raça”, aponta que no Brasil “os negros são grande maioria entre os mais pobres, estão nas posições mais precárias do mercado de trabalho e possuem os menores índices de educação”. 69% dos domicílios que recebem Bolsa Família, 60% dos que recebem Benefício de Prestação Continuada e 68% dos que participam do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil são chefiados por negros.
Na verdade, os países hoje chamados desenvolvidos, descobriram que para uma nação ser considerada como tal, precisa diminuir as diferenças sociais. Nesse sentido, a adoção de cotas raciais não é uma invenção brasileira, países como os EUA e a África do Sul aumentaram as chances de os negros entrarem no ensino superior dessa forma. Foi no ano 2000 que as cotas começaram a ser implementadas por aqui. Essa pode ser uma alternativa temporária na expectativa de que o ensino público brasileiro forme alunos capazes de disputar as vagas de igual por igual com estudantes das escolas particulares.
O Supremo Tribunal Federal aprovou a política de cotas raciais nas universidades públicas. A decisão vale para todas as universidades públicas que já usam ou pretendem implantar o sistema. Na Universidade de Brasília, 20% das vagas do vestibular são para a cota de negros. Esses candidatos concorrem entre si. Isso, porém, não isenta os responsáveis de providenciar boas escolas nas áreas carentes.
A sociedade norte-americana, que elegeu Barack Obama presidente, a seu tempo e a seu modo está se confrontando com o violento conflito racial que sempre a caracterizou. Enquanto isso, no Brasil do “racismo cordial” ações afirmativas são frequentemente questionadas. Quando observados dados do IBGE de 2010 o fato fica mais evidente: dentre as pessoas ocupadas os amarelos e os brancos tiveram salários médios 37,6% e 26,9% acima da média. Os pardos, negros e indígenas receberam salários 29%, 31,3% e 36% abaixo da média.
Felizes aqueles que descobrem, apesar do preconceito, a importância de assumir sua negritude e a riqueza de se vivenciar a cultura da terra-mãe de todos, a África. Por isso, a celebração da Consciência negra não se reduz a etnia negra, mas pode envolver as outras. Nesse sentido, entre as diversas pastorais da Igreja, uma se destaca quando nos referimos à Negritude: a Pastoral do Negro. Ela busca animar os grupos negros católicos; incentiva o surgimento de novos e as Igreja plurais. Hoje é uma data emblemática, pois foi num 20 de Novembro que Zumbi dos Palmares preferiu tombar lutando no quilombo da liberdade a ser consumido pelo engenho da economia açucareira. Por isso, 20 de Novembro é memória de resistência, convite à reflexão.
O leitor poderá até contestar esta minha argumentação, dizendo que as oportunidades hoje são iguais para todos, mas se for adiante e se debruçar de forma responsável sobre os dados de desigualdades e discriminação no Brasil, perceberá que a realidade da população negra é ainda hoje perversa. Basta olharmos ao redor para ver quem são os menos favorecidos, ou os que se submetem a subempregos.
A libertação da escravatura em 1888, não trouxe o ressarcimento de anos a fio de exploração. Deu aos Negros a liberdade, mas não lhes conferiu uma indenização digna por parte da sociedade. Muitos setores da elite brasileira continuaram com o preconceito. Prova disso, foi a preferência pela mão-de-obra europeia, que aumentou muito no Brasil após a Abolição. A maioria dos negros encontrou grandes dificuldades para conseguir colocação no mercado.
Os negros são grande maioria de nossa população; entretanto, eles não têm ainda a maioria das oportunidades. Se observarmos os bancos das faculdades perceberemos o reduzido número de negros. Na Igreja isso não é diferente, são poucos os que assumem a radicalidade do sacerdócio, num passado não muito distante, para ser padre na Igreja católica era preciso “ter boa aparência” e até hoje precisam conviver com o preconceito e a discriminação em relação às religiões de matriz africana.
Estudo do Ipea intitulado “Retrato das Desigualdades de gênero e raça”, aponta que no Brasil “os negros são grande maioria entre os mais pobres, estão nas posições mais precárias do mercado de trabalho e possuem os menores índices de educação”. 69% dos domicílios que recebem Bolsa Família, 60% dos que recebem Benefício de Prestação Continuada e 68% dos que participam do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil são chefiados por negros.
Na verdade, os países hoje chamados desenvolvidos, descobriram que para uma nação ser considerada como tal, precisa diminuir as diferenças sociais. Nesse sentido, a adoção de cotas raciais não é uma invenção brasileira, países como os EUA e a África do Sul aumentaram as chances de os negros entrarem no ensino superior dessa forma. Foi no ano 2000 que as cotas começaram a ser implementadas por aqui. Essa pode ser uma alternativa temporária na expectativa de que o ensino público brasileiro forme alunos capazes de disputar as vagas de igual por igual com estudantes das escolas particulares.
O Supremo Tribunal Federal aprovou a política de cotas raciais nas universidades públicas. A decisão vale para todas as universidades públicas que já usam ou pretendem implantar o sistema. Na Universidade de Brasília, 20% das vagas do vestibular são para a cota de negros. Esses candidatos concorrem entre si. Isso, porém, não isenta os responsáveis de providenciar boas escolas nas áreas carentes.
A sociedade norte-americana, que elegeu Barack Obama presidente, a seu tempo e a seu modo está se confrontando com o violento conflito racial que sempre a caracterizou. Enquanto isso, no Brasil do “racismo cordial” ações afirmativas são frequentemente questionadas. Quando observados dados do IBGE de 2010 o fato fica mais evidente: dentre as pessoas ocupadas os amarelos e os brancos tiveram salários médios 37,6% e 26,9% acima da média. Os pardos, negros e indígenas receberam salários 29%, 31,3% e 36% abaixo da média.
Felizes aqueles que descobrem, apesar do preconceito, a importância de assumir sua negritude e a riqueza de se vivenciar a cultura da terra-mãe de todos, a África. Por isso, a celebração da Consciência negra não se reduz a etnia negra, mas pode envolver as outras. Nesse sentido, entre as diversas pastorais da Igreja, uma se destaca quando nos referimos à Negritude: a Pastoral do Negro. Ela busca animar os grupos negros católicos; incentiva o surgimento de novos e as Igreja plurais. Hoje é uma data emblemática, pois foi num 20 de Novembro que Zumbi dos Palmares preferiu tombar lutando no quilombo da liberdade a ser consumido pelo engenho da economia açucareira. Por isso, 20 de Novembro é memória de resistência, convite à reflexão.
O racismo que escapole no discurso politicamente correto do ministro Barroso. Por Felipe Freitas

Publicado no Justificando
Por Felipe da Silva Freitas
Na última quarta-feira (07) o Ministro Roberto Barroso compareceu à cerimônia de aposição do retrato do ex-presidente do STF, Joaquim Barbosa, e, ao saudá-lo afirmou que ele é um “negro de primeira linha”, com doutorado em Paris, a quem tinha tido a honra de receber na Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Segundo os presentes o ministro Joaquim Barbosa deixou transparecer no semblante a irritação e o caso foi parar na imprensa provocando uma retratação no dia seguinte.
Na abertura da sessão plenária do STF de 08 de junho Luis Roberto Barroso desculpou-se pelo ocorrido, afirmou que a expressão “primeira linha” referia-se à palavra intelectual, e não à palavra negro, e disse que se retratava àqueles que eventualmente tenham se sentido ofendidos. O caso pareceu resolvido.
Contudo, penso que continua sendo oportuno pensar, mesmo depois das desculpas apresentadas, sobre o que significa a frase do ministro Barroso e refletir sobre como sua afirmação é elucidativa de como funciona o racismo à brasileira.
“Temos aprendido dia a dia no Brasil que não basta interditar trajetórias negras e inviabilizar sua presença na cena pública”.
O repertório do racismo nacional também especializou-se em marcar com categorias raciais para sublinhar o aspecto desconforme destes corpos negros no mundo branco. Ainda que por meio de elogios, aparentemente marcados de boa intenção, multiplicam-se frases sobre a menina que é negra, mas é bonita; moreno, mas muito inteligente; escuro, porém, extremamente honesto
Quando não há como evitar que negros circulem, ainda que minoritariamente, em espaços de poder, riqueza e prestígio são acionados processos para relembrar que negros são a subclasse do mundo e que, em função disso, só podem acessar aos lugares periféricos da história. Quando se reconhece o talento negro isso sempre vem acompanhado de uma conjunção adversativa, pronta a enunciar que aquele talento é surpreendente, ou seja, não esperado de “pessoas de cor”.
“Ao ressaltar que o ministro Joaquim é um negro de primeira linha o ministro Barroso está lembrando que os negros em geral são negros de linha alguma, subclasse de gente de quem se questiona a humanidade”.
É em face do seu acesso ao mundo dos brancos (doutorado na França, erudição europeia, conhecimento dos idiomas dos países centrais) que Barbosa pode ser digno de registro no repertório controverso das relações raciais no Brasil, mas nunca será efetivamente um igual no mundo dos ministros do STF. Será sempre um “outro” que, apesar da raça, chegou conjunturalmente aquele lugar.
Certamente a fala do ministro Barroso será defendida a partir do discurso de que ele é um estudioso das ações afirmativas; colaborou com pautas da comunidade negra e até que ele tem amigos negros, que frequentam sua casa e gozam de sua confiança. Mas, o racismo se retroalimenta justamente desta contradição: convive-se com negros sem que isso rompa com os pactos e privilégios típicos de uma sociedade construída a partir de modelos de desigualdade e violência.
Certamente Barroso pretendeu ser gentil e elogioso com o seu ex colega de tribunal. Mas a hierarquia do racismo reside justamente na possibilidade de – consciente e inconscientemente – reforçar estigmas e estereótipos; alimentar-se deles para criar desigualdades, e, quando a injustiça racial é denunciada, rapidamente poder afirmar que foi brincadeira, que foi um mal-entendido, que foram os negros que entenderam errado e que não era o objetivo ofender. É o velho dá o tapa e esconde a mão.
O elogio desastrado de Barroso a Joaquim releva mais do que aquilo que enxergamos num primeiro momento. Mais do que uma gafe – como registrou a imprensa – ou mais do que uma palavra infeliz – como anotou o próprio Ministro – a segmentação dos negros entre os de primeira e os de segunda é uma velha narrativa pela qual o Brasil expressa seu incontornável desconforto com negros e negras que aparecem e brilham demais.
segunda-feira, 5 de junho de 2017
Aníbal de Cartago
O maior dos táticos militares da história
Uma força de elite: vestidos com armaduras de bronze, os cartagineses são uma tribo altamente culta com um corpo militar e marítimo desenvolvido.Aníbal Barca, nascido em 247 a.C., era o filho do grande general cartaginês Amílcar. Os Barcas eram uma família de líderes militares, os maiores generais do exército cartaginês. Amílcar havia lutado contra os romanos na Primeira Guerra Púnica (264-241 a.C.). Ele foi obrigado a evacuar a Sicília após os romanos terem destruído a frota cartaginesa, uma humilhação pela qual nunca perdoou os romanos. Amílcar passou a obrigação da vingança ao seu filho, que, aos 9 anos, teve que cumprir um pacto de sangue, jurando que, um dia, derrotaria Roma. O jovem Aníbal foi levado de Cartago às colônias espanholas, onde foi criado. Durante seu crescimento, apaixonado pela guerra, Aníbal também recebeu educação de alto nível e teria supostamente escrito livros tanto em púnico quanto em grego.
sábado, 27 de maio de 2017
O Brasil de Claudia Cruz e Ticiana e o Brasil das marias. Por Nathalí Macedo

Vivi cinco anos em uma faculdade privada de Direito. Cinco anos de leis bonitas – nossa Constituição, Santo Deus, é um poema –, professores garantistas e alunos que continuavam repetindo, como cupins de estaca com titica na cabeça, que “bandido bom é bandido morto.”
Cinco anos de uma tenra, mas crescente desesperança no meu país (nota: o meu país são as pessoas que o constroem).
A desesperança, ressalte-se, cresce um pouco a cada manchete.
Cresceu bastante hoje, quando li que Claudia Cruz, a esposa de Eduardo Cunha (não vamos esquecer do #SomosTodosEduardoCunha), foi absolvida por Sérgio Moro no processo da Lava Jato em que figurava como ré pelos crimes de lavagem de dinheiro e de evasão fraudulenta de divisas. Não há prova suficiente, argumentou Moro, de que ela teria agido com dolo (vontade de praticar o crime, em juridiquês).
Claudia, a esta altura, está tão bem (ou quase) quanto Marcelinha, a princesa do Palácio do Jaburu, e Ticiana Vilas Boas, esposa do ricaço Joesley, que descansa do escândalo em um apartamento de mais de trinta milhões em Nova York, porque sofrer em território nacional é coisa de pobre. Coisa de Marias.
No mesmo Brasil da absolvição de Claudia Cruz, bastaram os depoimentos dos policiais para a manutenção da prisão de Rafael Braga, aquele manifestante preso em 2013 com uma garrafa de Pinho Sol na mochila.
Nesse mesmo Brasil, o Superior Tribunal de Justiça negou liberdade a Maria, uma mãe de quatro crianças condenada a três anos, dois meses e três dias por furtar ovos de Páscoa e um quilo de peito de frango.
E não adianta espernear: Brasil é lugar onde filho chora e mãe não vê (especialmente se a mãe tiver sofrido um golpe machista, risos).
Temos, aliás, dois Brasis: O Brasil de Claudia Cruz, Ticiana e Marcelinha – que é o Brasil da plutocracia – e o Brasil de Maria, que, queiramos ou não, é o nosso Brasil.
O Brasil de Claudia Cruz é para poucas. Very Important Personal.
Por isso insisto, e insistirei ainda enquanto tiver fôlego, que sororidade sem recortes é história pra boi dormir. Claudia Cruz não sofre as mesmas opressões de Maria, tampouco eu, branca, escritora e mestranda, as sofro.
Perdoem o marxismo barato aparente, mas recorte de classe é necessário, e mais do que necessário, é urgente.
São poucas as Marcelinhas e são muitas as Marias. Maria, que não tem um sobrenome aqui e em lugar nenhum, é apenas mais uma Maria. Somos Marias, todas nós, que usamos transporte público, que lidamos com assédios nas ruas, que lutamos dia após dia para sermos tratadas como gente enquanto Cláudias, Ticianas e Marcelinhas desfrutam da vida de sonhos que só a plutocracia proporciona.
Eu não quero viver em um país de Marias.
Eu quero viver em um país de todas.
quinta-feira, 25 de maio de 2017
A Índia pode já ter superado a China como o país mais populoso do mundo
A Índia pode já ter superado a China como o país mais populoso do mundo. Entretanto, estas conclusões provocam dúvidas entre os demógrafos.
O acadêmico da Universidade de Wisconsin-Madison (EUA), Yi Fuxian, disse na segunda-feira (22) em uma conferência em Pequim que está convencido de que, nos últimos 26 anos, os órgãos de estatística chineses têm sobrestimado a população em cerca de 90 milhões, nomeadamente através do aumento artificial das taxas de fertilidade.
Em uma entrevista para o jornal britânico The Guardian, o acadêmico comentou que o número real da população da China é de cerca de 1,29 bilhões de pessoas, "mas o governo anuncia que são 1,38 bilhões". Enquanto isso, a população da Índia é atualmente estimada em cerca de 1,32 bilhões de pessoas, o que, de acordo com Fuxian, a torna o país mais populoso do mundo.
O cientista também afirmou que suas descobertas mostraram que Pequim, que em 2015 abandonou sua famosa política de filho único para permitir que seus cidadãos tivessem dois filhos, deve remover imediatamente essas medidas de controle para suavizar o impacto da crise de envelhecimento.
Do site Sputnik Brasil
Cheikh Anta Diop (29 de dezembro, 1923-7 fevereiro de 1986) foi um historiador, um antropólogo, um físico nuclear e político senegalês Pan-africanista que estudou as origens da raça humana e da cultura Africano. Foi considerado o hstoriador Africano contemporâneo mais proeminente, e um notável cientista. Em 7 de fevereiro de 1986 Diop, que foi apelidado como um faraó moderno de estudos africanos, ele morreu em sua cama em Dakar.
Cheikh Anta Diop nasceu em 1923, em uma pequena aldeia no Senegal, Caytou. África estava sob o domínio colonial europeu que assumiu a partir do comércio de escravos no Atlântico no início do século XVI. A violência que a África é o sujeito, não era exclusivamente militar, política e natureza económica. Teóricos (Voltaire, Hume, Hegel, Gobineau, Levy Bruhl, etc.) e instituições europeias foram usadas para legitimar um decretada inferioridade intelectual moral e filosófico do fim preto. Anhistórica visão da África atemporal, cujo povo, os negros nunca foram responsáveis por definição, fato único da civilização, é imposta na literatura e está enraizada na consciência. Egito é assim arbitrariamente ligado ao Oriente e no mundo Mediterrâneo geográfica, antropológica, cultural.
É num contexto particularmente hostil e obscurantista Cheikh Anta Diop entra em questão, através de uma pesquisa científica metódica, as próprias bases da cultura ocidental sobre a gênese da humanidade e da civilização. da África do renascimento, que é a restauração da consciência histórica, aparece como uma tarefa essencial a que dedicou a sua vida.
Assim, concentrada, de sua escola em Dakar e Saint Louis do Senegal, para desenvolver uma formação multidisciplinar em ciências humanas e ciências exatas, alimentada por leituras numerosas e variadas. Adquire um domínio notável da cultura europeia, mas profundamente enraizado na sua própria cultura. Seu conhecimento perfeito de wolof, a língua mãe, irá revelar-se uma das principais chaves que abrirão as portas da civilização faraônica. Além disso, o ensino corânico familiariza-lo com o mundo árabe-muçulmano.
A partir do conhecimento acumulado e semelhante de culturas árabes muçulmanos africanos e europeus, Cheikh Anta Diop desenvolvido contribuições importantes em vários campos mostrados abaixo.
Trabalho de Cheikh Anta Diop
reconstrução científica do passado da África e da restauração da consciência histórica.
Os principais temas desenvolvidos por Cheikh Anta Diop
Os temas no trabalho de Cheikh Anta Diop podem ser agrupados em seis grandes categorias:
- A origem do homem e suas migrações. Entre os temas: a antiguidade do homem na África, o processo de diferenciação biológica da humanidade, o processo de semitizacion, a aparência dos berberes na história, identificando os principais fluxos migratórios e a formação de grupos étnicos Africano .
- Parentesco Egito Antigo / África negra. Ele é estudado de acordo com os seguintes aspectos: o povoamento do vale do Nilo, a génese da civilização egípcia-Nubian, o parentesco linguístico, parentesco cultural, estruturas sócio-políticas, etc.
- A pesquisa sobre a evolução das sociedades africanas. Formação e Organização dos Estados Africanos após o declínio do Egito, para a caracterização das estruturas políticas e sociais africanos antes do período colonial e respectiva evolução.
- A contribuição da África para a civilização. Esta contribuição é restaurada em muitas áreas: metalurgia, escrita, ciências (matemática, astronomia, medicina, ...) arte e arquitetura, literatura, filosofia, religiões reveladas (Judaísmo, Cristianismo, Islamismo), etc.
- Econômico, industrial, científico, desenvolvimento cultural institucional técnico da África. Todas as principais questões levantadas pelo desenvolvimento de África moderna: controlam os sistemas educacionais, cívicas e políticas com a introdução e utilização das línguas nacionais em todos os níveis da vida pública; equipe do continente energia, o desenvolvimento de investigação fundamental, a representação das mulheres nas instituições políticas, de segurança, a construção de um Estado federal democrático, etc.
- Construção de uma civilização global. A humanidade deve romper com o racismo, genocídio e várias formas de escravidão. O objetivo é o triunfo da civilização sobre a barbárie. Cheikh Anta Diop requer o advento da era que verá todas as nações do mundo se as mãos "para construir a civilização planetária em vez de afundar na barbárie" (Civilização ou Barbárie, 1981).
Hoje de Cheikh Anta Diop
Como desenvolver uma verdadeira estratégia para o desenvolvimento Africano em educação, saúde, defesa, energia, investigação, indústria, política, desporto, cultura, etc.? Quais são as condições para o progresso da consciência humana eo surgimento de uma civilização global que foi finalmente quebrado com a barbárie?
Além do conhecimento do passado real da África e da humanidade em geral, Cheikh Anta Diop aloca quatro objetibvos para seus empregos:
- Restauração da consciência histórica na África ,
Ou seja, a consciência de ter uma história. A restauração dessa consciência histórica implica que Egiptologia é desenvolvido na África negra e a civilização Nubian-egípcio é revisitado em todas as áreas pelos próprios africanos:
- Restauração da continuidade histórica
Ou seja, restaurar no espaço e no tempo de evolução das sociedades e Estados africanos, especialmente da pré-história ao século XVI, período mais incompreendido.
- Construção de uma civilização global.
Cheikh Anta Diop procura contribuir "[...] o progresso geral da humanidade e o surgimento de uma era de consenso universal [...] e" Todos nós aspirar ao triunfo da idéia de humanidade na mente e consciência, para que o história particular desta ou daquela maneira corrida para qualquer homem em particular.
O acesso a esse futuro desejado requer, portanto, romper com o racismo. Quebrar a "mentira cultural" que tem sido negar a humanidade dos negros, para negar a história da África. Esta "mentira cultural" ainda está em negação de adesão Egito faraônico para o mundo em preto-Africano e minimizar o papel civilizador do Egito nos tempos antigos. Ela é necessária para superar os obstáculos ao desenvolvimento Africano, ameaçar a sua segurança e pôr em perigo a sua sobrevivência.
- O Renascimento Africano.
Neste contexto, o encaminhamento para um Estado federal se torna uma emergência continental devido a uma entidade geopolítica seria capaz de garantir, a estrutura e otimizar o desenvolvimento do continente Africano: "Você tem que virar definitivamente a África negra no lado de sua objectivo federal [...] governo federal apenas uma continental ou sub-continental oferece espaço político e econômico, seguro, estável o suficiente para uma fórmula racional para o desenvolvimento econômico de nossos países com diferentes potenciais podem ser aplicadas. "
5 Controle de Energia
A definição de uma doutrina de energia Africano e industrialização real: "Ele está propondo um plano de desenvolvimento de energia continental que leva em conta tanto as fontes de energia renováveis e não renováveis como ecologia e progresso técnico nas próximas décadas. África negra deve encontrar uma fórmula energética pluralismo harmoniosamente combinando as seguintes fontes de energia:
1. Hidrelétrica (barragens)
2. A energia solar,
3. A energia geotérmica,
4. A energia nuclear,
5. Hidrocarbonetos (óleo)
6. energia termonuclear, que Hidrogénio vector de energia é adicionado.
quarta-feira, 24 de maio de 2017
“Só lamento que tenha sido em Manchester
e não na Bahia”
Internautas denunciaram, na manhã desta terça-feira (23), o perfil de uma mulher, que informa em seu perfil viver em Curitiba (PR), após ela fazer um comentário racista e xenófobo a respeito dos baianos. Em um comentário que causou revolta de muitos usuários, ela diz que o ataque terrorista que matou 22 pessoas e feriu mais 100 em Manchester deveria ter ocorrido na Bahia.
no Correio 24h
“Só lamento que tenha sido em Manchester e não na Bahia. Seria lindo ver aquele gente nojenta e escurinha da Bahia explodindo. Kkkkkkkkkkkk”, escreveu a mulher. Revoltados, os internautas passaram a compartilharam prints do comentário e da página do Facebook.
“A racista [nome] lamenta q um ataque com bomba ñ tenha acontecido na Bahia. Mande um recado pra ela no facebook. Cadeia pra ela!”, escreveu uma internauta no Twitter.
“Triste é constatar que grande número dos ofendidos por [nome] agem como ela nas redes sociais. Um lixo de cidadã!”, respondeu outro. “Alô @policiafederal, dona [nome] se enquadra no artigo 20 da lei 7.716/1989. preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”, marcou outro indignado.
O CORREIO tentou entrar em contato com a mulher para verificar a autenticidade das mensagens, mas até a publicação do texto não obteve resposta. Segundo outros internautas, após a repercussão negativa do comentário, o perfil foi bloqueado pela mulher.
terça-feira, 23 de maio de 2017
O Reino de Punt
Punt ou Reino de Punt era o nome que os antigos egípcios davam a uma região da África Oriental cuja localização não foi até ao momento identificada. De acordo com as várias hipóteses, pode ter correspondido ao que é hoje a Somália, a parte da Etiópia, ao sul da Núbia.
Comércio
Desta terra os Egípcios obtinham vários produtos, como o marfim, o ouro, a mirra, o ébano, as plumas, os animais exóticos e os perfumes.
O Punt foi visitado pelos egípcios desde as épocas mais recuadas da sua história. Um baixo-relevo da época da IV dinastia retrata um natural de Punt na companhia de um filho de Khufu (Quéops). Na época da V dinastia conhece-se uma expedição do rei Sahuré à região.
Contudo, a expedição mais conhecida foi ordenada pela rainha Hatchepsut (Império Novo), no nono ano do seu reinado, encontrando-se representada em baixos-relevos do templo de Deir el-Bahari. Liderada por Nehesi, a expedição era composta por cinco barcos. Os habitantes do Punt são apresentados vivendo em cabanas às quais se acedia através de uma escada, possivelmente para evitar os ataques de animais selvagens. O rei do Punt, Pa-Rahu, aparece representado com uma barba pontiaguda, e a sua esposa, Iti, como formas estranhas, possivelmente resultado de obesidade ou de uma doença conhecida como elefantíase.[1] Depois de carregarem os barcos com os bens da terra, retornaram ao Egipto onde foram acolhidos pela rainha em Tebas. As árvores de incenso trazidas foram plantadas pela rainha no seu templo.
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